sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Usando sua Criatividade

Vamos fazer acrósticos?

                   Em grupo de 5 a 7 alunos, criar um acróstico com FRASES, que deem significados e/ou sentidos a:

                   C I D A D A N I A - É T I C A - M O R A L

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Vamos Refletir ...


Refletindo:

Copie em seu caderno e responda para discussão em sala de aula

1. Qual a diferença entre ética e Moral?

2. Quais são os valores morais que deveríamos defender?

3. Como fazer ética (reflexão, sobre as normas morais) no lugar onde estudamos, moramos, nos divertimos...?

4. O que você entende por Cidadania?

5. Como você conceituaria Cidadania Plena? Cite exemplos

6. O que é necessário ao indivíduo para que desfrute de Plena Cidadania?

O que é cidadania?

Segundo o Dicionário Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, “cidadania é a qualidade ou estado do cidadão”, entende-se por cidadão “o indivíduo no gozo dos direitos civis e políticos de um estado, ou no desempenho de seus deveres para com este”.

Cidadania á convivência. Ser cidadão é com-viver. Mas, para que a convivência seja satisfatória, não basta fazer parte da comunidade em que se vive, é preciso tomar parte das decisões que envolvem a vida comum e ter uma vida digna.

Quais são os critérios para avaliar o nível de cidadania de um povo?

1. Na área econômica e social: distribuição de renda, salários justos e menos desiguais, terra, moradia, trabalho, educação, saúde...

2. Na área política:  participação das organizações civis e populares: sindicatos, conselhos, associações, acompanhamento do orçamento e funções públicas...

3. Na área da cultura: respeito pela raça, sexo, tradições..., sem criar divisões ou isolamentos. Desenvolver a “cultura da solidariedade, onde a ajuda mútua seja a marca registrada”.

Ao exercer a cidadania, faz-se também política, que é a  arte e a virtude de promover o bem comum. Para que isso aconteça, é necessário que cada um cresça como pessoa, amadureça suas relações e se comprometa com a sociedade.

Fazer política é exercer a cidadania, é conviver e participar. Se a pessoa se esconder sob o manto da neutralidade, se omitir, em qualquer destas situações também faz política, mesmo que passivamente. É importante tirar da cabeça que quem faz política são apenas os que têm cargos representativos!

Para construir a Cidadania, o primeiro passo é o rompimento do individualismo: pessoas instituições, movimentos, partidos, governo etc., precisam sair do isolamento e somar forças, para formação de uma sociedade democrática, justa, igualitária e solidária.

Todos tem responsabilidades nos fatos sócio-politico-econômicos em que estamos envolvidos. Se os indicadores sociais estão ruins, todos temos culpa disso. Alguns por intencionalidade, outros por omissão.

Aprender a ser cidadão é, entre outras coisas, aprender a agir com respeito, solidariedade, responsabilidade, justiça, não  violência; aprender a usar o diálogo nas mais diferentes situações e comprometer-se com o que acontece na vida coletiva da comunidade e do país.

Cidadania é qualidade de vida!!!

Falando sobre Ética e Moral ...

Ética e moral são termos que as pessoas se confundem com certa freqüência. Para diferenciar ética de moral, é importante evidenciar o significado etimológico destas palavras.

A palavra moral tem sua origem de um vocábulo da língua latina: mos (singular) e mores (plural). Significa costume ou regras que determinam a vida. Assim, pode-se afirmar que a moral indica normas e valores que orientam a vida do ser humano para a convivência social.

A moral define o que é certo ou errado, justo e injusto, lícito e ilícito, permitido e proibido. Determina ações e atitudes que devem ser adotadas pelas pessoas.” (Nunes, 2000)

Ética é um vocábulo que provém da palavra grega ethos, que significa modo de ser, a forma como a pessoa organiza sua própria vida na sociedade. Trata-se do processo por meio do qual a pessoa transforma em normas práticas os valores que vão surgindo dentro de uma cultura num determinado contexto histórico.

"A ética busca aplicar o conhecimento sobre o ser para construir aquilo que deve ser. E, para isso, é indispensável uma boa parcela de conhecimento teórico. Trata-se, assim, de uma interação dialética entre a reflexão interior e ação exterior. Afinal, a teoria sem a prática é estéril, e a prática sem teoria é ingênua".(Cotrim, 1999)

A ética tem a moral como base de estudo, analisa as opções que as pessoas fazem, avalia os costumes, dando-Ihes sustentação ou reprovando-os. Ela é a reflexão crítica sobre a moralidade.

Percebe-se, assim, o estreito relacionamento entre ética e moral. Para ficar mais clara esta distinção, usa-se ética para designar a reflexão sobre o comportamento humano, enquanto moral significa os valores ou normas práticas que norteiam ou deveriam nortear a vida de uma sociedade ou grupo.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

História da Cidadania

Afinal, o que é ser cidadão?

Ser cidadão é ter direito à vida, à liberdade, à propriedade, à igualdade perante a lei: é, em resumo, ter direitos civis. É também participar no destino da sociedade, votar, ser votado, ter direitos políticos. Os direitos civis e políticos não asseguram a democracia sem os direitos sociais, aqueles que garantem a participação do indivíduo na riqueza coletiva: o direito à educação, ao trabalho, ao salário justo, à saúde, a uma velhice tranqüila. Exercer a cidadania plena é ter direitos civis, políticos e sociais, fruto de um longo processo histórico que levou a sociedade ocidental a conquistar parte desses direitos.

Cidadania não é uma definição estanque, mas um conceito histórico, o que significa que seu sentido varia no tempo e no espaço. É muito diferente ser cidadão na Alemanha, nos Estados Unidos ou no Brasil (para não falar dos países em que a palavra é tabu), não apenas pelas regras que definem quem é ou não titular da cidadania (por direito territorial ou de sangue), mas também pelos direitos e deveres distintos que caracterizam o cidadão em cada um dos Estados-nacionais contemporâneos. Mesmo dentro de cada Estado-nacional o conceito e a prática da cidadania vêm se alterando ao longo dos últimos duzentos ou trezentos anos. Isso ocorre tanto em relação a uma abertura maior ou menor do estatuto de cidadão para sua população (por exemplo, pela maior ou menor incorporação dos imigrantes à cidadania), ao grau de participação política de diferentes grupos (o voto da mulher, do analfabeto), quanto aos direitos sociais, à proteção social oferecida pelos Estados aos que dela necessitam.

A aceleração do tempo histórico nos últimos séculos e a conseqüente rapidez das mudanças faz com que aquilo que num momento podia ser considerado subversão perigosa da ordem, no seguinte seja algo corriqueiro, “natural” (de fato, não é nada natural, é perfeitamente social). Não há democracia ocidental em que a mulher não tenha, hoje, direito ao voto, mas isso já foi considerado absurdo, até muito pouco tempo atrás, mesmo em países tão desenvolvidos da Europa como a Suíça. Esse mesmo direito ao voto já esteve vinculado à propriedade de bens, à titularidade de cargos ou funções, ao fato de se pertencer ou não a determinada etnia etc. Ainda há países em que os candidatos a presidente devem pertencer a determinada religião (Carlos Menem se converteu ao catolicismo para poder governar a Argentina), outros em que nem filho de imigrante tem direito a voto e por aí afora. A idéia de que o poder público deve garantir um mínimo de renda a todos os cidadãos e o acesso a bens coletivos como saúde, educação e previdência deixa ainda muita gente arrepiada, pois se confunde facilmente o simples assistencialismo com dever do Estado.

Não se pode, portanto, imaginar uma seqüência única, determinista e necessária para a evolução da cidadania em todos os países (a grande nação alemã não instituiu o trabalho escravo, a partir de segregação racial do Estado, em pleno século XX, na Europa?). Isso não nos permite, contudo, dizer que inexiste um processo de evolução que marcha da ausência de direitos para sua ampliação, ao longo da história.

A cidadania instaura-se a partir dos processos de lutas que culminaram na Declaração dos Direitos Humanos, dos Estados Unidos da América do Norte, e na Revolução Francesa. Esses dois eventos romperam o princípio de legitimidade que vigia até então, baseado nos deveres dos súditos, e passaram a estruturá-lo a partir dos direitos do cidadão. Desse momento em diante todos os tipos de luta foram travados para que se ampliasse o conceito e a prática de cidadania e o mundo ocidental o estendesse para mulheres, crianças, minorias nacionais, étnicas, sexuais, etárias. Nesse sentido pode-se afirmar que, na sua acepção mais ampla, cidadania é a expressão concreta do exercício da democracia.

Apesar da importância do tema e do significado da discussão sobre a cidadania não tínhamos, até agora, um livro importante sobre o tema, razão pela qual há cerca de dois anos começamos a organizar uma obra consistente sobre a história da cidadania. Inicialmente pensamos que a carência bibliográfica era apenas um problema brasileiro, mas aos poucos fomos percebendo que era um fenômeno mundial. Não havia, simplesmente, um grande livro sobre a história da cidadania. Quem quer que escrevesse sobre o assunto recorria ao sociólogo inglês T. H. Marshall, autor de um texto básico, mas que não tinha a pretensão de ser uma história da cidadania. De resto, achamos importante mostrar que a sociedade moderna adquiriu um grau de complexidade muito grande a ponto de a divisão clássica dos direitos do cidadão em individuais, políticos e sociais não dar conta sozinha da realidade.

Nossa proposta foi a de organizar um livro de história social, no sentido de não fazer um estudo do passado pelo passado, muito menos do passado para justificar eventuais concepções pré-determinadas sobre o mundo atual. Queríamos, isto sim, estimular a produção de textos cuidadosamente pesquisados, mas que se propusessem a dialogar com o presente. Não é por acaso que os textos dão conta de um processo, um movimento lento, não linear, mas perceptível, que parte da inexistência total de direitos para a existência de direitos cada vez mais amplos.

Sonhar com cidadania plena em uma sociedade pobre, em que o acesso aos bens e serviços é restrito, seria utópico. Contudo, os avanços da cidadania, se têm a ver com a riqueza do país e a própria divisão de riquezas, dependem também da luta e das reivindicações, da ação concreta dos indivíduos. Ao clarificar essas questões, este livro quer participar da discussão sobre políticas públicas e privadas que podem afetar cada um de nós, na qualidade de cidadãos engajados. Afinal, a vida pode ser melhorada com medidas muito simples e baratas, ao alcance até de pequenas prefeituras, como proibição de venda de bebidas alcoólicas a partir de certo horário, controle de ruídos, funcionamento de escolas como centros comunitários no final de semana, opções de lazer em bairros da periferia, estímulo às manifestações culturais das diferentes comunidades, e muitas outras. Sem que isso implique abrir mão de uma sociedade mais justa, igualitária, com menos diferenças sociais, é evidente.

História da Cidadania já surge, portanto, como obra de referência. Ao organizar a discussão sobre um assunto de que tanto se fala e tão pouco se sabe, ao estimular a produção de textos de intelectuais de alto nível, o livro dá conteúdo a um conceito esvaziado pelo uso indevido, e propicia uma reflexão sólida e conseqüente.

Jaime Pinsky

Cidania plena é...

Entende-se como cidadania plena o respeito integral a todos os direitos da pessoa humana e a existência de condições materiais, sociais, políticas, culturais e ambientais para que este processo se perpetue pelas gerações. Trata-se da construção de uma sociedade humana mais justa, democrática e participativa, que reconheça a diferença e os direitos das minorias e que seja verdadeiramente solidária e fraterna.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Entenda a diferença entre Ética e Moral...


Qual a diferença entre moral e ética?

             Em primeiro lugar, observe-se a origem das palavras. “Ética” vem do grego “ethos”, e significa hábito. “Moral” vem do latim “mores” e significa “hábito, costumes”. Ou seja, do ponto de vista puramente filológico não haveria motivo para se distinguir as duas expressões (a não ser, é claro, que se faça estudos filológicos muito precisos e se estude a diferença entre o significado de “ethos” para gregos e “morus” para os latinos).

Fato é que mesmo no mundo filosófico existe um certo caos terminológico neste respeito. Especialmente na tradição teológica: o que os protestantes chamam de ética, os católicos chamam de moral.Em geral, procura-se seguir a seguinte distinção: enquanto a moral é uma ciência descritiva (descreve como os seres humanos de uma determinada cultura de fato agem) a ética é normativa (ele determina como eles deveriam agir). Dando um exemplo: sair nu pela Rua da PRAIA - RUA MOVIMENTADA EM PORTO ALEGRE. (em geral não se faz isso), mas não antiético (afinal, não se está fazendo mal a ninguém!). Mas observe: nem todos os filósofos fazem tal distinção: o grande Kant, por exemplo, tende a usar “moral” no sentido que aqui explico como “ética”! Portanto: sempre observe de quem se está a falar.

Além disso, as coisas não são tão fáceis como na distinção proposta: o que em geral não se faz numa sociedade pode ser prejudicial e assim talvez automaticamente anti-ético (a nudez na Rua: DA PRAIA - RUA DE MAIOR MOVIMENTO DE PESSOAS EM PORTO ALEGRE), poderia estar pervertendo adolescentes, levando-os para um “mau caminho”, por exemplo, e isto já seria antiético). Além disso chama-se ética, em geral, diferindo novamente da moral, a ciência que trata apenas do conhecimento natural (não aquele revelado por Deus na Bíblia) sobre o Bem e o Mal. Ou seja, um ateu deveria por si só, sem crer na Bíblia, saber o que é Bem e o que é Mal. A ética se basearia portanto apenas na capacidade individual e natural da razão.